Bispo emérito vai ser homenageado pela Diocese de Angra

D. António de Sousa Braga destaca «caminhos de esperança» e unidade que a Igreja ajudou a descobrir
Foto: Igreja Açores
 

O bispo emérito de Angra vai ser homenageado pela diocese açoriana e considera que a ação da Igreja na região passa por “abrir caminhos de esperança” em cooperação com as várias entidades, em “total autonomia”.
 
 
 
“A nossa diocese é dispersa e a Igreja tem ajudado a construir a unidade. A primeira experiência de unidade e de autonomia é a da igreja. Desde 1534, a diocese engloba as nove ilhas”, disse D. António de Sousa Braga.
 
O prelado assinalou que, embora “tenha havido a pretensão” de criar outra diocese, a existência de apenas uma acaba por ser um fator positivo, porque a Igreja tem sido “de facto a grande referência de unidade” açoriana.
 
Neste contexto, D. António de Sousa Braga observou que a autonomia política, administrativa e social “tem raiz” na Igreja Católica que está no arquipélago dos Açores “desde o povoamento”.
 
O bispo emérito de Angra considera que mesmo com os “tempos difíceis” do mundo hodierno “sob a direção do Papa Francisco e do bispo atual – D. João Lavrador – vão ser “capazes de ser uma igreja próxima das pessoas, atuante e interveniente”.
 
O 38.º bispo de Angra que agora divide o seu tempo entre Lisboa e a ilha natal de Santa Maria celebra esta quinta-feira 20 anos da sua ordenação episcopal e vai ser homenageado numa celebração na Sé de Angra, a partir das 18h00, com a participação da estrutura eclesiástica diocesana e com a “maioria dos leigos” dos movimentos.
 
“Esta homenagem é o reconhecimento pelo papel da igreja nos últimos 20 anos, sobretudo na construção dos Açores, um arquipélago disperso que tem procurado crescer em unidade” comentou D. António de Sousa Braga.
 
O prelado natural da ilha de Santa Maria, é o segundo bispo em quase quinhentos anos de história diocesana que nasceu no arquipélago, e considera que a experiência de episcopado “muito gratificante” onde teve a oportunidade de “verificar e de acompanhar” a caminhada dessa Igreja local.
 
“E, ainda, a possibilidade de verificar como açoriano a vitalidade da nossa igreja sobretudo ao nível da religiosidade popular”, desenvolveu o 38.º bispo de Angra.
 
O Papa Francisco aceitou a 15 de março a renúncia de D. António de Sousa Braga à sua missão de bispo da Diocese de Angra, quando completou 75 anos de idade, em conformidade com o cânone 401 do Código de Direito Canónico.
 
D. António de Sousa Braga, da Congregação dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos), é o segundo bispo na história da diocese nascido nos Açores, é cidadão honorário de Angra do Heroísmo e recebeu também as chaves de honra da cidade.