O novo Corona Vírus é uma ameaça de saúde pública que afeta o Mundo inteiro

ESTADO DE ALERTA

Impossível não falar nele. Nem desejável. O novo Corona Vírus é uma ameaça de saúde pública que afeta o Mundo inteiro. A palavra de ordem é a profilaxia perante uma ameaça invisível e por esta razão muito mais passível de conduzir ao descuido dos indivíduos e das autoridades. O alarmismo é indesejável e contraproducente, mas não podemos incorrer no risco de deixar correr, até ver, sob pena da situação poder tornar-se incontrolável. É óbvio que há uma responsabilidade do Governo, mas não deixamos, cada um de nós, de também a termos. Temos de mudar comportamentos e após o risco passar, profundas análises terão de ser feitas, não apenas no que concerne aos meios de saúde pública, mas também quanto à capacidade de resposta do mundo laboral e da proteção social.
Fugir a esta realidade é profundamente irresponsável. Não temos assinalado na testa se somos ou não portadores do vírus e, por isso, temos de estar permanentemente em estado de alerta. Não acontece apenas aos outros e pode já estar dentro de portas, além do que é necessário reduzir focos e cadeias de contágio. Neste sentido, medidas de contenção e controlo de entradas e saídas da Região como as que foram anunciadas pelo Governo Regional são absolutamente necessárias e têm o efeito de dar a todos um sinal de que é hora de também termos, individualmente, de tomar medidas de prevenção da doença.
Em devido tempo, outras medidas mais drásticas poderão ter de ser aplicadas, tais como o encerramento de escolas ou outros organismos públicos, mas se fossem precipitadas teriam certamente o efeito contrário. Se não concretamente compreendidas pela população, poderão levar ao descrédito infundado nas autoridades e precipitar fugas às medidas de contenção da propagação da doença. As autoridades têm, por isso, de estar alerta e estão perante o desafio de definir a ténue linha a partir da qual o isolamento pode ser necessário.
Por outro lado, e ao nível da nossa capacidade de resposta perante uma possível contaminação, não podemos escamotear que há, obviamente, falhas no sistema de saúde regional, como as há em qualquer parte do Mundo, e que têm de ser analisadas. Esta constatação não constitui oportunismo político, é um imperativo de saúde pública. Uma contaminação massiva colocará problemas na esfera das respostas dos cuidados de saúde num momento em que todos os sistemas de saúde se encontram sob pressão. Perante uma ameaça que as autoridades já classificam como inevitável, temos de ser capazes de potenciar a nossa eficiência coletiva, protelando ao máximo os contágios, condição necessária para evitar grandes picos de doentes para os quais a resposta é, naturalmente, insuficiente.
Somos profundamente sociais, mas as comunidades mais capazes de trabalhar à distância serão as mais bem preparadas para enfrentar o caos social e económico que pode decorrer do isolamento que, a nível global, já se faz sentir. Não tenho dúvidas de que, no futuro, vamos encarar diferentemente o trabalho a partir de casa, com repercussões nas áreas laboral e da proteção social. Muito terá de mudar, mas até lá, proteja-se, mantenha o estado de alerta.

Sofia Ribeiro
http://www.facebook.com/maisacores
sribeiro.maisacores@gmail.com

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