Alonso Miguel alertou o Governo Regional para os atrasos anormais no serviço de distribuição e entrega de correio que se têm verificado recentemente nos Açores e que comprometem a coesão entre as ilhas

CDS-PP alerta para atrasos no serviço de distribuição e entrega de correio nos Açores

O deputado do CDS-PP nos Açores, Alonso Miguel, alertou o Governo Regional para os atrasos anormais no serviço de distribuição e entrega de correio que se têm verificado recentemente nos Açores e que comprometem a coesão entre as ilhas.

É do conhecimento do CDS-PP que os referidos atrasos têm resultado em evidentes discrepâncias no que se refere ao tempo de entrega de correio assegurado nas diferentes ilhas dos Açores e que, por vezes, se verificam prazos de entrega com mais de o dobro do tempo em que o serviço é normalmente assegurado na Região.

O deputado centrista lamentou que esta situação ocorra “numa altura em que o serviço de distribuição e entrega de correio assume especial relevância e utilidade, por força das restrições à mobilidade a que os Açorianos estão sujeitos no âmbito da pandemia da COVID-19”.

AAssim, Alonso Miguel pediu ao Governo Regional que esclareça as causas destes atrasos e que justifique as discrepâncias verificadas nos prazos de entrega nas diferentes ilhas, questionando ainda se o serviço de distribuição nos Açores, assegurado pelos CTT, estará porventura centralizado em alguma ilha do arquipélago.

Domingos Cunha deputado do PS-Açores, realçou o trabalho desenvolvido e constantemente atualizado pelo Governo Regional e exigiu “bom-senso” a alguns partidos da oposição

Governo dos Açores está a implementar as medidas certas para combater o impacto da Covid-19 na Região

Na sequência da audição da Secretária Regional da Saúde na Comissão de Assuntos Sociais sobre o combate à Covid-19, Domingos Cunha, Deputado do PS-Açores, realçou o trabalho desenvolvido, e constantemente atualizado, pelo Governo Regional e exigiu “bom-senso” a alguns partidos da oposição, nomeadamente aos que não têm “cuidado” na forma como transmitem a informação e podem, assim, contribuir para “negligenciar” as medidas de proteção.

“O Governo dos Açores desde o primeiro momento que acompanha todo este processo grave de saúde pública, tomando todas as medidas que eram e são recomendadas face aquilo que são os conhecimentos científicos atualizados à data e que vão sendo progressivamente atualizados”, começou por afirmar o Deputado do Grupo Parlamentar do PS/Açores.

Domingos Cunha reconheceu “o esforço e o sentido de responsabilidade de todos os partidos para encontrar soluções”, mas exigiu “cuidado” e “bom senso” a alguns partidos da oposição, nomeadamente no que diz respeito à utilização das máscaras por parte da população. O deputado do PS/Açores considera que a utilização de máscaras pela população em geral “é uma questão técnica, é uma questão que o Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças e Organização Mundial de Saúde muito melhor do que todos nós sabem quais são as orientações que devem dar”.

O deputado do PS/Açores confrontou o PSD em relação às contradições relativas ao uso das máscaras, já que há deputados do PSD que defendem o uso generalizado por parte da população ao mesmo tempo que José Manuel Bolieiro admitia que era importante disponibilizar máscaras, mas “esclarecer como, onde e quando as usar”.

Domingos Cunha insistiu, por isso, na necessidade de se transmitir para a opinião pública informação correta: “Nós temos que ter muito cuidado e muito bom-senso na transmissão de qualquer mensagem que possamos passar para a opinião pública (…) porque não podemos dar a ideia de que as máscaras vão salvar este problema. Nós não podemos negligenciar as medidas e as recomendações que estão impostas a nível europeu: o afastamento social e a higienização das mãos – as máscaras protegem o outro, mas não nos protegem a nós”.

Em nome do GPPS/Açores, o parlamentar manifestou “profundo pesar” e expressou “toda a solidariedade” às famílias dos 11 Açorianos que faleceram” e congratulou-se “pelo elevado sentido cívico de toda a população Açoriana que, face a esta pandemia, se tem comportado da forma correta e tem contribuído e muito para que possamos de algum modo minimizar o impacto desta grave situação de saúde pública”.

António Lima coordenador do BE Açores lamenta que “a constante suborçamentação do Serviço Regional de Saúde ao longo dos anos” tenha provocado “falta de meios humanos e técnicos” e insiste que é necessário um forte investimento público na Saúde

BE quer recuperação de consultas e cirurgias e reforço da deslocação de especialistas

O Bloco de Esquerda defende a implementação de um programa musculado de recuperação de consultas e cirurgias e um programa especial de deslocação de especialistas às ilhas sem hospital para evitar deslocações de utentes. As propostas fazem parte do documento que foi hoje enviado ao presidente do Governo Regional com contributos para o “Roteiro da Região Autónoma dos Açores – Critérios para uma saída segura da pandemia Covid-19”.

Na missiva dirigida a Vasco Cordeiro, António Lima, coordenador do BE Açores, lamenta que “a constante suborçamentação do Serviço Regional de Saúde ao longo dos anos” tenha provocado “falta de meios humanos e técnicos”, e insiste que é necessário um forte investimento público na Saúde.

Perante a desaceleração do contágio, o BE entende que a região parece estar em condições de iniciar progressivamente esta “saída segura”, mas alerta para a importância de ser realizada uma “campanha séria e intensa de divulgação dos comportamentos sociais e das normas sanitárias exigidas”, e concorda com o Governo Regional relativamente a uma “saída faseada, com monitorização permanente e sujeita a hipotéticos recúos, que niguém deseja”.

“Se a saúde é a prioridade das prioridades, não vislumbramos no documento linhas orientadoras para a crise económica e social que hoje já é real”, lê-se também no documento.

O BE lembra que “os Açores são a região do país com a maior taxa de risco de pobreza”, por isso, exige apoio aos trabalhadores que estão em lay-off – que vêem os seus rendimentos reduzidos – e a criação regional de um apoio para quem não se enquadra em nenhuma das medidas de apoio nacionais ou regionais já criadas. Duas medidas que o BE vai levar ao plenário do parlamento dos Açores.

Sabendo que a economia da Região está profundamente dependente do mercado interno e do investimento público, que as empresas para subsistirem precisam de compradores, e que as famílias precisam de meios para sobreviverem, exige-se um reforço do investimento público, desde logo no Serviço Regional de Saúde, e mesmo uma análise da sua programação, de forma a abreviar a sua execução.

A deputada do PSD/Açores referiu também “a nossa preocupação relativamente às 550 mil máscaras FP2, portanto mais diferenciadas e destinadas aos profissionais de saúde com um custo próximo dos 2 milhões de euros que foram recolhidas e devolvidas à China” lembrou 

Covid-19. PSD/Açores defende campanha imediata de educação para o uso correto de máscaras sociais


 
A deputada do PSD/Açores Mónica Seidi reiterou hoje a necessidade de uma campanha de educação para a saúde relativamente ao uso correto de máscaras sociais, considerando que a iniciativa “deve ser imediata”, disse.
 
“O uso de máscaras sociais ou comunitárias continua a ser, para nós, uma medida importante, em conjugação com as restantes medidas preventivas face à pandemia da Covid-19, que assola o mundo, o nosso país e também os Açores”, referiu a social democrata, após a audição à Secretária Regional da saúde na Comissão de Assuntos Sociais da ALRAA.
 
“É muito estranho que, duas semanas após o anúncio da medida de distribuição das máscaras pela população, não haja qualquer tipo de campanha de educação para o seu uso correto, bem como outros cuidados de manutenção sobre as mesmas, sendo que a sua distribuição já se iniciou no passado sábado”, afirma a parlamentar.
 
Segundo Mónica Seidi, “e a par das outras medidas, a população açoriana demonstrou-se completamente capaz de aprender, pelo que se impõe uma campanha, que já deveria estar no terreno há vários dias”, considera.
 
A deputada do PSD/Açores referiu também “a nossa preocupação relativamente às 550 mil máscaras FP2, portanto mais diferenciadas e destinadas aos profissionais de saúde, com um custo próximo dos 2 milhões de euros, que foram recolhidas e devolvidas à China”, lembrou.
 
“Isso não devia acontecer. A região, tal como o país, procurou tarde o mercado. Tem de existir mais rigor com este tipo de material, nomeadamente na sua  correta escolha, assim como no conhecimento dos fornecedores a quem o mesmo é comprado”, concluiu

O gasóleo deixou, ontem mesmo, de ser vendido à população da Ilha do Corvo


A Representação Parlamentar do PPM informou a comunicação social que chamou a Secretária Regional dos Transportes e Obras Públicas à Comissão de Economia, no sentido da mesma explicar as razões que explicam o racionamento da venda de combustíveis à população da ilha do Corvo (o gasóleo esgotou ontem).

O PPM AÇORES diz que são as falsas declarações que o Governo Regional produziu a este respeito

A Representação Parlamentar do PPM informa que, devido à irregularidade do transporte marítimo disponibilizado para a ilha do Corvo, o combustível disponibilizado à população foi racionado nos últimos dias.

O gasóleo deixou, ontem mesmo, de ser vendido à população.


Esta situação foi confirmada pelos populares junto de alguns órgãos de comunicação social, isto depois do Governo Regional ter ontem desmentido a existência de racionamento de combustível.

Para a Representação Parlamentar do PPM a atitude governamental é inconcebível. A divulgação de notícias falsas, por parte do Governo Regional, é uma vergonha.


Na sequência destes acontecimentos, e devido à sua gravidade, a Representação Parlamentar do PPM decidiu solicitar, com carácter de urgência, a audição da Secretária Regional dos Transportes e Obras Públicas.

O PPM pretende saber quem é o responsável pela divulgação da informação falsa divulgada pelo Governo e as razões que explicam a manutenção do carácter extremamente irregular do abastecimento marítimo de mercadorias à ilha do Corvo.

Até ao momento já foram detetados na Região um total de 12 óbitos e 86 casos positivos ativos para infeção pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, que causa a doença COVID-19, sendo 62 em São Miguel, três na ilha Terceira, cinco na Graciosa, dois em São Jorge, nove no Pico e cinco no Faial

A Autoridade de Saúde Regional informa que as 406 análises realizadas nos dois laboratórios de referência da Região nas últimas 24 horas não revelaram casos positivos de COVID-19.

De registar a ocorrência de um óbito, de uma utente de 86 anos de idade internada no Hospital do Divino Espírito Santo, de Ponta Delgada, a cuja família se expressam sentidas condolências.

Relativamente aos casos positivos ativos, registam-se três casos de recuperação de infeção por SARS-CoV-2, nomeadamente de dois indivíduos do sexo masculino, de 28 e 40 anos de idade, e de um indivíduo do sexo feminino, de 29 anos de idade, todos residentes na ilha de São Miguel.

As medidas de prevenção e contenção da pandemia devem ser mantidas e reforçadas, sempre que possível, por cidadãos e organizações públicas, privadas e do setor social.

Até ao momento, já foram detetados na Região um total de 138 casos, verificando-se 40 recuperados, 12 óbitos e 86 casos positivos ativos para infeção pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, que causa a doença COVID-19, sendo 62 em São Miguel, três na ilha Terceira, cinco na Graciosa, dois em São Jorge, nove no Pico e cinco no Faial.

A informação sobre a pandemia de COVID-19 será atualizada esta tarde, às 16h00, através de conferência de imprensa, a partir da Secretaria Regional da Saúde, no Solar dos Remédios, em Angra do Heroísmo

António Ventura questionou hoje o Governo sobre um incentivo financeiro extraordinário “cujo acesso está injustamente impedido às empresas açorianas e que visa apoiar a normalização da sua atividade face à pandemia da Covid-19” avançou

Covid-19. António Ventura quer acesso das empresas açorianas a apoio extraordinário da República

O deputado do PSD/Açores na Assembleia da República, António Ventura, questionou hoje o Governo sobre um incentivo financeiro extraordinário, “cujo acesso está injustamente impedido às empresas açorianas, e que visa apoiar a normalização da sua atividade face à pandemia da Covid-19”, avançou.

O social democrata explica que, “em causa está uma medida excecional, que corresponde à retribuição mínima mensal garantida (635 euros), multiplicada pelo número de trabalhadores ao serviço da entidade patronal, pagos de uma só vez, conforme dita o Decreto-lei nº10-G/2020, de 26 de março”, refere.

António Ventura dirige-se assim, “quer ao Primeiro Ministro, como à Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, para que se possa corrigir esta situação, uma vez que o Governo da República atribuiu ao Instituto de Emprego e Formação Profissional os poderes para conceder esses apoios, estando a sua aplicação limitada ao território continental”, sublinha.

“Isso impede que as empresas sediadas nas regiões autónomas – Açores e Madeira – possam aceder aos mesmos, o que é inaceitável, pois tudo indicava serem apoios nacionais, abrangendo todas as empresas independentemente da zona geográfica do país em que se estejam sediadas”, acrescenta.

“Há uma necessidade idêntica de todas as empresas do país acederem a medidas de caráter excecional para fazer face à pandemia da Covid-19”, considera o deputado açoriano.

“Deve assim o Governo da República explicar porque deixou de fora as empresas das regiões autónomas, e se tenciona corrigir a situação, permitindo-lhes rapidamente o acesso a tais medidas, que são fundamentais para a retoma da sua atividade”, reforça António Ventura.

O parlamentar do PSD lembra que “a Covid-19 está a levar cada vez mais trabalhadores e empresas a recorrer às várias medidas previstas e ao lay-off”, com os números oficiais recentes “a darem conta de que, em todo o país, quase 47 mil trabalhadores, e cerca de 90 mil empresas, já terão recorrido ao lay-off simplificado”, afirma.

O apoio extraordinário que refere abrange “a manutenção de contratos de trabalho em situação de crise empresarial, visando a redução do período normal de trabalho, do trabalho temporário ou a suspensão do contrato de trabalho, e ainda planos extraordinários de formação”, conclui