“Há uma necessidade imperiosa de termos um sistema alternativo de interligação também nos Açores.” acrescenta o deputado


SIRESP. Paulo Moniz questiona governo sobre as condições da rede de segurança nos Açores

O deputado do PSD/Açores à Assembleia da República, Paulo Moniz, quer saber as exatas condições em que o SIRESP funciona na Região, tendo questionado o Ministro da Administração Interna, “acerca do nível de cobertura e resiliência da interligação das 30 estações de base existentes, assim como da autonomia de funcionamento das mesmas, em caso de falha de energia elétrica”, adiantou.

O social democrata explica que o SIRESP (Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal) instalado nos Açores “suporta  todas as comunicações das forças de segurança que operam no arquipélago, em situação de rotina e em situação de calamidade ou grandes eventos”, referiu.

“A sua rede assenta em cerca de 30 estações de base (vulgo antenas) distribuídas pelas ilhas, mas há casos em que é uma única dessas estações a assegurar a cobertura de determinada área e população residente. Ou seja, a perda da sua interligação ou uma avaria, deixa todos os utilizadores do SIRESP dessa zona isolados e incomunicáveis com o exterior”, sublinha.

“Daí que tenha perguntado ao Sr. Ministro quantas das cerca de 30 estações instaladas nos Açores têm securização, ou seja meios redundantes de interligação aos respetivos centros de comutação e controlo. Essa capacidade deve estar assegurada através de meios alternativos, tal como acontece nas estações de base do continente português, que têm ligações redundantes via satélite, vulgo VSAT”, avançou.

“Há uma necessidade imperiosa de termos um sistema alternativo de interligação também nos Açores. E o mesmo acontece em relação a um parque de geradores de emergência, pois são meios técnicos absolutamente imprescindíveis para os níveis de disponibilidade operacional e fiabilidade de funcionamento que se exigem a uma rede daquela natureza”, acrescenta o deputado.

Segundo Paulo Moniz, “essas condições técnicas de funcionamento são particularmente importantes num ambiente muito hostil como o dos Açores, no que concerne a eventuais situações de contingência, de risco elevado que pode por em causa a segurança, e visando sempre o bem estar das populações”, reforça.

Nesse sentido “a segunda questão tem a ver com esses geradores de emergência, pois é preciso saber quantos existem e a sua distribuição por cada ilha, por forma a suprir as falhas de abastecimento de energia elétrica”, refere.

“Para que se tenha uma ideia mais clara, as cerca de 30 estações de base da rede SIRESP nos Açores possuem inicialmente baterias que só asseguram o seu funcionamento – em caso de falha de energia elétrica – por um período máximo de 6 horas, o que é manifestamente insuficiente”, concluiu Paulo Moniz.

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