Relato de Nelson Pires

Foi neste mesmo dia, 14 de Maio de 2019 que o pior aconteceu. Vínhamos na procissão da Nossa Senhora De Fátima (quantas pessoas, não sei, era o grupo que todos os anos fazia o mesmo trajecto, entre a capelinha da Senhora de Fátima e a Igreja). De repente tudo mudou, um terrível acidente, um carro atropelou-nos…
Foi horrível, só parecia um filme de guerra, com várias pessoas caídas no chão, feridas, e duas delas já sem vida. Todos sofremos, mesmo os que não tiveram ferimentos, e ficaremos e afectados, para sempre…
No meu caso, também, foi muito difícil, pois parti o pé direito, e estive hospitalizada 52 dias, consequência de uma grande úlcera que abriu na ferida, com infecção provocada por bactérias, situação que me afectou bastante, porque tive de tomar muitos antibióticos, e nesse tempo perdi 10 kg.
Quando tive alta, o sofrimento continuou, foram vários meses a deslocar-me ao hospital para fazer o penso (no início ia todos os dias ao hospital, depois, dia sim, dia não).
Em Novembro, fui hospitalizada mais 5 dias para a ser operada (desta vez, para tirar os parafusos). Depois disso, ainda continuei a fazer o penso, até que a ferida fechasse, foi difícil, porque precisava fazer fisioterapia, e enquanto a ferida não sarasse, não o podia fazer.
Neste momento, graças a Deus, a ferida fechou, é claro, está tudo muito sensível, mas já vou tentando andar sem o andarilho, e esperando que dias melhores venham, até que poça fazer a fisioterapia.
A realidade é que nunca mais serei a mesma pessoa, foi tudo muito violento, e tem sido precisa muito força para superar as consequências físicas e psicológicas desta tragédia na minha vida.
Não querendo alongar-me muito mais, venho aqui um ano depois, também para fazer um agradecimento muito sentido ao meu marido Nelson (que sem ele não tinha conseguido, superar tantos obstáculos); ao meu filho Paulo, nora e netos; meu irmão Luís e cunhada; e Toda a restante Família (que não nomeio um, por, um, porque são muitos, e sabem quem são). Agradeço também á minha vizinha Mara, marido e filho; e a Todos os nossos Amigos. Por fim, faço um agradecimento igualmente sentido a Toda a Equipa Médica, de Enfermagem e auxiliares que foram fundamentais para que hoje, Vos esteja a escrever estas palavras. Um bem-haja a Todos, pelo Vosso apoio. Beijinhos, Sãozinha.

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