Governo dos Açores apoia movimento escutista da Região com 98 tendas

O Governo dos Açores, através da Direção Regional da Juventude, entregou, esta terça-feira, 98 tendas ao Corpo Nacional de Escutas (CNE), Associação de Escoteiros de Portugal (AEP) e Associação de Guias de Portugal (AGP), para serem disponibilizadas aos vários agrupamentos escutistas dos Açores.

O Diretor Regional da Juventude destacou, em Ponta Delgada, que a Direção Regional tem colaborado com o movimento escutista na prossecução das suas atividades, nomeadamente o apoio a melhores condições para que possam desenvolver atividades mais condignas, eficazes e mais relevantes para os jovens.

“Com esta iniciativa queremos dotar todos os Grupos, Agrupamentos e Companhias de equipamento que seja relevante para as atividades mais significativas e mais impactantes”, frisou Eládio Braga, acrescentando que este tipo de apoio “surge numa ótica de atribuir material idêntico a todos, tornando assim este apoio mais equitativo.”

Para o Diretor Regional da Juventude, as associações escutistas têm um papel fundamental na formação integral dos jovens, ao desenvolverem um sistema de educação não formal, que passa não só pelo bem-estar físico, mas também pela transmissão de valores que são extremamente importantes para a integração plena na sociedade atual.

Nos Açores, este movimento está presente em todas as ilhas e abrange mais de quatro mil jovens que desenvolvem atividades diversas, contribuindo para o desenvolvimento de cidadãos ativos e participativos.

No âmbito da execução das políticas de Juventude, o Governo dos Açores, através da Direção Regional da Juventude, tem vindo a promover os valores do associativismo em parceria com as associações juvenis, procurando contribuir para que sejam feitos importantes avanços, nomeadamente com alguma melhoria das condições concretas de trabalho das associações, e encontrando respostas mais adequadas às suas solicitações.

Esta é mais uma conquista da Associação de Turismo dos Açores que visa contribuir para o sucesso da retoma do sector na Região Autónoma dos Açores

Esta é uma medida do Turismo dos Açores em parceria com o Turismo de Portugal, a ANA Aeroportos de Portugal e o Governo dos Açores, no desenvolvimento e consolidação das acessibilidades aéreas ao arquipélago.

ASSOCIAÇÃO DE TURISMO DOS AÇORES GARANTE VOOS LUFTHANSA PARA OS AÇORES

É já a partir do próximo dia 23 de Maio que os Açores e a Alemanha ficarão ainda mais próximos, com um voo semanal Lufthansa realizado ao Domingo, entre os aeroportos de Frankfurt am Main e de Ponta Delgada, num total de 22 frequências. 


Esta é mais uma medida da Associação de Turismo dos Açores (ATA), em parceira com o Turismo de Portugal, a ANA Aeroportos de Portugal e o Governo dos Açores, no desenvolvimento e consolidação das acessibilidades aéreas ao arquipélago, sem as quais a retoma turística não será possível para o destino. 

A aeronave que fará a ligação será o Airbus A320-NEO que, com os seus 180 lugares, terá capacidade de transportar 3.960 passageiros para a região nesta operação sazonal de Verão.  


Esta acção é resultado de uma forte aposta da ATA no mercado alemão, o principal mercado internacional emissor de turistas para a Região Autónoma dos Açores, com um número de dormidas de cerca de 360.000, em 2019. Ávido de destinos de Natureza, onde a sustentabilidade é o pilar de desenvolvimento do sector de viagens e lazer, o turista alemão encontra nos Açores o refúgio verde e azul tão procurado, sempre em segurança.
Para estimular a procura turística no mercado, e para consolidar as restantes operações aéreas que já se encontram em curso, a ATA lançou um concurso público para a realização de acções de promoção co-branded no mercado da Alemanha, em parceira com operadores turísticos relevantes, no valor de cerca de 500.000€.

Baseada numa estratégia multi-mercado, esta operação tem o objetivo de simultaneamente aumentar a notoriedade do destino no mercado alemão, e capitalizar a força de vendas actual de cada operador turístico.


Tendo sempre em vista a promoção do destino, o alargamento de acessibilidades e a captação de novas rotas, esta é mais uma conquista da Associação de Turismo dos Açores que visa contribuir para o sucesso da retoma do sector na Região Autónoma dos Açores.

Artur Lima frisou que a infra-estrutura era uma obra há muito reivindicada por vários sectores da sociedade e lamentou os constantes constrangimentos à sua concretização

Terminal de Cargas das Lajes será «fulcral» para a criação de riqueza nos Açores

Terminal de Cargas das Lajes será «fulcral» para a criação de riqueza nos Açores198Tempo de Leitura: 2 minutos

Intervindo durante a inauguração do Terminal de Cargas da Aerogare Civil das Lajes, ocorrida no passado dia 19 de Fevereiro, o Vice-Presidente do Governo açoriano, Artur Lima, declarou que a infra-estrutura, agora aberta ao público, «complementa a Aerogare Civil das Lajes», sendo «um instrumento fulcral para a reprodução de riqueza na ilha Terceira e na Região» e um factor dinamizador do «mercado interno».

Terminal de Cargas das Lajes «fortalece e dinamiza o mercado interno»

Durante o seu discurso, Artur Lima vincou que o Terminal de Cargas das Lajes é uma «infra-estrutura que complementa a Aerogare Civil das Lajes», constituindo-se «não só como um instrumento fulcral para a reprodução de riqueza na ilha Terceira e na Região», como também «fortalece e dinamiza o mercado interno, que é uma das premissas fundamentais do tão almejado desenvolvimento harmonioso das nossas ilhas». A abertura do Terminal de Cargas da Aerogare Civil das Lajes ao público ocorreu nesta Segunda-feira, dia 22 de Fevereiro.

Infra-estrutura «melhora substancialmente o movimento de mercadorias e cargas»

Artur Lima frisou que a infra-estrutura era uma obra há muito reivindicada por vários sectores da sociedade e lamentou os constantes constrangimentos à sua concretização. «Devo registar que a política não pode ser apenas o que se diz. Tem de ser, sobretudo, aquilo que se faz para melhorar a vida das pessoas, das empresas e da sociedade em geral», constatou o Vice-Presidente do Governo.

«Por decisão política ou por constrangimentos técnicos ou burocráticos, foram demasiados os anos que os açorianos estiveram privados do desenvolvimento económico que lhes era devido com a obra», salientou. Na visão de Artur Lima, o terminal «melhora substancialmente o movimento de mercadorias e cargas, atendendo às necessidades mais prementes das empresas e garantindo previsibilidades na expedição de produtos».

Iniciada em Novembro de 2018, a obra detinha um prazo de execução de 540 dias, que foi prolongado por três ocasiões, devido aos entraves provocados pela situação pandémica. Este investimento, apoiado pelo PO2020, teve um custo global de cerca de 4,6 milhões de euros. O Terminal de Cargas localiza-se a cerca de 400 metros da Aerogare Civil das Lajes, conta com uma área bruta de construção de 2.534 metros quadrados e um parque de estacionamento com capacidade para quatro dezenas de viaturas.

De acordo com Pedro do Nascimento Cabral o povo dos Açores nunca se vergou

PSD/Açores felicita Bolieiro por “defesa acérrima” da Autonomia perante indiferença da República

O líder parlamentar do PSD/Açores felicitou hoje o Presidente do Governo Regional, José Manuel Bolieiro, pela “defesa acérrima” da Autonomia, num momento marcado pela “indiferença” do Governo da República face às autonomias regionais.

“O PSD congratula o senhor Presidente do Governo pela defesa acérrima que faz da Autonomia, com o anúncio inovador da realização de um fórum autonómico, o que faz todo o sentido face às circunstâncias em que as autonomias regionais se encontram atualmente”, afirmou Pedro do Nascimento Cabral, após uma comunicação do chefe do Executivo ao Parlamento.

Segundo o líder da bancada social-democrata, o relacionamento político entre o Estado e as autonomias regionais está atualmente marcado “pela falta de sensibilidade, pela indiferença e pela secundarização a que o Governo da República tem votado a Autonomia”.

“Mas é precisamente nestes momentos difíceis, em que somos confrontados com indiferença a que a República nos remete, que nós, açorianos, nos reerguemos das cinzas dos vulcões e nos empenhamos na defesa da nossa Autonomia”, disse.

De acordo com Pedro do Nascimento Cabral, “o povo dos Açores nunca se vergou, nem se deixou abater pelas dificuldades e incompreensões permanentes que as visões centralistas do Terreiro do Paço sempre nos impuseram”.

“O fórum autonómico anunciado pelo senhor Presidente do Governo é mais uma etapa fundamental, com o objetivo de reivindicar um novo olhar da República e da União Europeia face aos Açores” considerou.

O líder parlamentar social-democrata saudou ainda o Governo Regional e os partidos com assento parlamentar pela “união” registada em torno da importância de defender a nova Lei do Mar, cuja constitucionalidade foi questionada recentemente por um grupo de deputados da Assembleia da República.

“A defesa do nosso Mar é também a defesa dos Açores e da sua Autonomia”, afirmou Pedro do Nascimento Cabral

Sérgio Ávila defende que perante o Governo da República o posicionamento da Assembleia Legislativa dos Açores deve ser de “exigência”, “rigor” e de “defesa intransigente dos interesses da Região”

PS/Açores defende “rigor” e “verdade” sobre compromissos da República quanto aos estragos do Furacão Lorenzo

“O Governo da República no final de 2019 assumiu um compromisso público com a Região – assegurar a comparticipação em 85% das despesas efetivamente executadas no âmbito dos estragos provocados pelo Furacão Lorenzo – e isto foi cumprido até ao final de 2020”, reiterou Sérgio Ávila, esta quarta-feira, durante o debate em plenário.

“De acordo com os dados que temos, a execução de despesas em relação ao furacão Lorenzo totalizaria no final de 2020, 32,5 milhões de euros a que corresponde uma comparticipação de 85% que é 27,6 milhões de euros. Até ao final de 2020, a Região recebeu 20 milhões de euros de transferência diretas do Orçamento de Estado e 8,2 milhões de euros transferidos pela República, do Fundo Europeu de Emergência, o que totaliza 28,2 milhões de euros. Ou seja, até ao final de 2020 a Região recebeu um pouco mais do apoio que estava contratualizado”, acrescentou o deputado do PS/Açores.

Na sequência de um voto de protesto apresentado pelo PSD/Açores, e aprovado pelos partidos da coligação de Governo, relativamente à falta de verbas para a recuperação do furacão Lorenzo, assegurou: “Não houve, ao contrário do que está a ser dito, não houve falta de compromisso por parte do Governo da República”.

“A norma no Orçamento de Estado de 2020 era até 20 milhões, em função da execução, e precisamente por esta realidade – que é a parte que omitem – para o Orçamento de Estado de 2021, aprovado na Assembleia da República, a dotação que está inscrita para transferência para os Açores no âmbito do furacão Lorenzo é de 38 milhões de euros, ou seja, corresponde à solicitação”. Agora, diz o deputado do PS/Açores, as verbas que o anterior Governo dos Açores assegurou para o ano de 2021, devem ser garantidas pelo novo executivo regional.

No entanto, no debate em Plenário, Sérgio Ávila condenou a instrumentalização que o PSD/Açores fez de uma ferramenta tão importante para a autonomia Açoriana. “Se todos começamos a usar o voto de protesto para fazer política partidária e não para defender a nossa Região estamos a perder um elemento fundamental da reivindicação e do poder que devemos ter perante o Governo da República. Independentemente do partido que componha o Governo da República e independentemente das maiorias da Região, vamos precisar sempre de ter votos de protesto contra as ações da República”.

Sérgio Ávila defende que perante o Governo da República o posicionamento da Assembleia Legislativa dos Açores deve ser de “exigência”, “rigor” e de “defesa intransigente dos interesses da Região”, mas com “absoluto respeito pela verdade”, o que não acontece com o voto apresentado, quer em termos dos conteúdos incorretos que contém, quer em termos das apreciações pessoais que faz em relação a deputados do PS/Açores.

“Se nós utilizamos este instrumento – que tem que ser utilizado muitas vezes: protestar com a República quando a República não cumpre, exigir do Governo da República quando não cumpre – não o podemos fazer quando isso não acontece, sob pena de perdermos a nossa credibilidade e perdermos a força que um voto de protesto – que foi necessário no passado, é necessário no presente e será necessário no futuro – tem”.

Bruno Belo lembrou que o Governo da República se “comprometeu a transferir até 40 milhões de euros para os Açores em dois anos: 20 milhões em 2019, mais 20 milhões em 2020”

Furacão Lorenzo. Parlamento aprova protesto por incumprimento da República

O parlamento dos Açores aprovou hoje um voto de protesto do PSD pelo incumprimento do Governo da República nos apoios à reparação dos estragos causados pelo furacão Lorenzo, dado que não foi transferida para a Região a verba de 20 milhões de euros prevista no Orçamento do Estado de 2020.

“O incumprimento do Governo da República é inaceitável e merecedor de repúdio por parte dos representantes do povo açoriano. Trata-se de uma afronta da República aos Açores que não tem perdão, por mais desculpas que o Partido Socialista invente”, afirmou o deputado social-democrata Bruno Belo, na apresentação do voto de protesto.

Segundo o parlamentar do PSD/Açores, “não é aceitável a falta de solidariedade que o Governo da República está a demonstrar” para com as populações que foram afetadas pela passagem do furacão Lorenzo em outubro de 2019.

“Os efeitos negativos do furacão Lorenzo vão, infelizmente, prolongar-se por mais alguns anos. Pelo contrário, a tão prometida solidariedade nacional foi interrompida ao fim de poucos meses”, disse.

Bruno Belo lembrou que o Governo da República se “comprometeu a transferir até 40 milhões de euros para os Açores em dois anos: 20 milhões em 2019, mais 20 milhões em 2020”.

“Mas no ano passado, ao contrário do prometido, não chegou nem um cêntimo para a reparação dos prejuízos causados pelo furacão Lorenzo. É o próprio Governo da República, na Síntese de Execução Orçamental apresentada em 27 de janeiro deste ano, que diz que nem um euro foi transferido para os Açores. Nada! Zero!”, sublinhou.

De acordo com o deputado social-democrata, “no momento mais crítico da história da Autonomia, o Governo da República do Partido Socialista continua a falhar aos Açores”.

“Mesmo sem a prometida solidariedade nacional em 2020, o Governo da República passou o ano a fingir que dava e o PS/Açores a fingir que a Região recebia”, afirmou.

Bruno Belo apontou ainda as “contradições” entre os deputados do PS/Açores Vasco Cordeiro e Sérgio Ávila acerca do incumprimento do Governo da República nesta matéria.

“De manhã o Partido Socialista finge que defende os Açores, apesar de Vasco Cordeiro ter sido Presidente do Governo até 24 de novembro de 2020 e nunca ter questionado a República sobre a falta dos prometidos 20 milhões. Da parte da tarde, o PS/Açores mostra a sua verdadeira face e faz avançar Sérgio Ávila para defender o Governo da República”, frisou.

Para o parlamentar do PSD/Açores, “é, no mínimo, embaraçoso que, estando em causa o superior interesse dos Açores, duas das principais figuras do Partido Socialista se contradigam mutuamente – no mesmo dia – numa matéria tão importante como é a reparação dos estragos causados pelo furacão Lorenzo”.

O voto de protesto pelo incumprimento do Governo da República nos apoios à reparação dos estragos causados pelo furacão Lorenzo foi aprovado com os votos do PSD, CDS-PP, PPM, CH e IL, a abstenção do BE e o voto contra do Partido Socialista.

Paulo Moniz propõe ligação complementar de fibra ótica entre os EUA e os Açores

O deputado do PSD/Açores na Assembleia da República, Paulo Moniz, defendeu hoje que Portugal proponha aos Estados Unidos da América (EUA) “a passagem pelos Açores, através da Base das Lajes, dos cabos de fibra ótica que cruzam o Atlântico, numa ligação complementar de grande valor estratégico no que à transição digital diz respeito”, avançou.

 


O parlamentar lembrou que um dos fatores tecnológicos determinantes para que a Base das Lajes, na Ilha Terceira, não tenha atraído o Centro de Tratamento de Inteligência, “foi a inexistência de um cabo de fibra ótica proprietário e dedicado, entre os Açores e os EUA”, concluiu.
 
“Trata-se de uma possibilidade que, do ponto de vista técnico, não é complexa, pois muitos dos cabos são de iniciativa americana, e isso dotaria os Açores, através das Lajes, de uma importância fulcral, já que a grande maioria dos ISP de Internet estão nos EUA e na América do Norte”, adiantou.
 
“Estando em curso a substituição do anel de fibra ótica que liga o Continente aos Açores e à Madeira, e sendo um dos pressupostos do novo sistema que os Açores sejam porta avançada de entrada em termos de tráfego por cabos submarinos e em termos de chegada e saída Europa, no Atlântico Norte, Portugal deve avançar com uma nova aposta”, reforçou Paulo Moniz.
 
O deputado açoriano questionou o ministro Augusto Santos Silva sobre o assunto, na Comissão de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas,
sublinhando que a fibra ótica é hoje “um exercício de soberania digital, indispensável na posição, na força e na presença dos Estados”.
 
“Agora que Portugal preside ao Conselho da União Europeia, e quando a Transição Digital é, assumidamente, um pilar estratégico Europeu, faz sentido aproveitar o novo clima com a Administração Biden, que indicia mesmo um desanuviar de relacionamento”, afirmou Paulo Moniz.

O Presidente do Governo caracterizou a Presidência Portuguesa da UE como “um momento de maior relevância para a Portugal e para a Região Autónoma dos Açores, como região ultraperiférica da União Europeia”

O Presidente do Governo Regional anunciou hoje que os Açores vão receber, a 3 e 4 de junho, a conferência “Cooperação Atlântica em Investigação e Inovação para um Oceano sustentável: Conferência Ministerial de Alto-nível e de partes interessadas”.

“Este será o evento de maior dimensão da presidência portuguesa da União Europeia na Região”, anunciou.  

José Manuel Bolieiro adiantou que estarão envolvidos na realização deste evento, para além do Governo dos Açores, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e o Ministério do Mar com o apoio da Comissão Europeia.

O líder do executivo açoriano falava na conferência de imprensa de apresentação de eventos nas áreas da ciência, inovação e transição digital a realizar na Região Autónoma dos Açores, no âmbito da Presidência Portuguesa da União Europeia 2021, que teve lugar na Horta.

Na ocasião, o Presidente do Governo caracterizou a Presidência Portuguesa da UE como “um momento de maior relevância para a Portugal e para a Região Autónoma dos Açores, como região ultraperiférica da União Europeia”.

Embora reconhecendo os desafios que considerou “muito relevantes” ao nível da recuperação económica da União Europeia como um todo e de cada uma das suas regiões, devido à pandemia, José Manuel Bolieiro assumiu que não se pode “limitar a atuação das instituições europeias a estas áreas”.

“O POSEI, no âmbito da agricultura, tem de ser protegido, mantendo e, se possível, aumentando o seu financiamento, numa lógica e princípio da subsidiariedade europeia, que tanto defendemos e nos é cara”, adiantou.

“Também neste âmbito, é importante lançar o debate sobre a possibilidade de outros programas do tipo POSEI, retomando o das pescas, criando o dos transportes, da energia, entre outros, exercendo efetivamente as prerrogativas plasmadas no Tratado de Funcionamento da União Europeia”, acrescentou.

O chefe do Executivo açoriano destacou ainda a dimensão atlântica que os Açores “emprestam à União”, que poderá permitir ver reforçada a presença e influência dos Açores no grupo de países que estão na linha da frente na relação com o mar.

“Mas também do espaço, em que nos revestimos de particular importância no âmbito do rastreamento de satélites, na vigilância do tráfego marítimo, com especial destaque para a segurança e defesa da União, porque aqui nos Açores podemos ser a porta de entrada para triplo vértice “América do Norte, América do Sul e África”, entre tantas outras iniciativas”, avançou.

“Estamos perante eventos que colocam o nosso arquipélago na afirmação de áreas estratégicas para a Região, para o País e para a União Europeia. Evidenciamos assim, uma vez mais, a relevância geoestratégica e geopolítica dos Açores no seio das relações internacionais”, terminou José Manuel Bolieiro.

Açores estão em condições de integrar a Presidência Portuguesa da União Europeia “de forma marcante e significativa”, defende Susete Amaro

A Secretária Regional da Cultura, da Ciência e Transição Digital destacou, na Horta, a posição geoestratégica de excelência da Região Autónoma dos Açores como “uma oportunidade única” para integrar a Presidência Portuguesa da União Europeia “de forma marcante e significativa” em áreas que definem algumas das prioridades da Secretaria Regional da Cultura, da Ciência e Transição Digital.

Susete Amaro falava na conferência de imprensa de apresentação de eventos nas áreas da ciência, inovação e transição digital a realizar na Região Autónoma dos Açores, no âmbito da Presidência Portuguesa da União Europeia 2021, onde foi acompanhada pelo Presidente do Governo Regional.

A governante referiu dois momentos marcantes que destacam a posição da Região e o seu grau de comprometimento com as estratégias europeias, nomeadamente a conferência “All-Atlantic 2021”, que designou como um dos eventos “âncora” da Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia, assim como a visita dos Conselheiros do Grupo de Trabalho Espaço da União Europeia à ilha de Santa Maria.

Relativamente à “All-Atlantic 2021”, a Secretária Regional disse tratar-se de uma “Conferência Internacional de Alto Nível, envolvendo os ministros da área da Investigação e Inovação do Atlântico e dos estados membros da União e especialistas para alavancar a Cooperação Atlântica de ‘polo a polo”’.

“Está, neste momento, em fase de elaboração o programa definitivo, sendo certo que constituirá um marco na afirmação da importância dos Açores e da sua posição estratégica”, afirmou.

“A Declaração dos Açores da Presidência Portuguesa da União Europeia e a Plataforma de Pledging do Atlântico, a serem apresentadas no final da conferência, resultarão em instrumentos cruciais para fortalecer e contribuir para a contínua cooperação, no sentido de uma utilização cada vez mais responsável e partilhada de um tão rico e vasto recurso como o Oceano Atlântico”, acrescentou.

Quanto à visita à estação Geodésica e Espacial de Santa Maria, Susete Amaro entende que servirá para “demonstrar aos representantes dos estados membros as capacidades no setor do Espaço do país, e em particular da Região Autónoma dos Açores”.

“Esta será também a oportunidade para a apresentação do projeto de construção do Space Port na ilha de Santa Maria, elemento essencial na estratégia dos Açores para a área espacial, numa visita que terá o acompanhamento da equipa da Estrutura de Missão dos Açores para o Espaço”, disse ainda.

“Nestes dois eventos sublinha-se o reforço da posição dos Açores, quer a nível diplomático, quer do ponto de vista geoestratégico, marcando uma posição central no desenho das competências do mar e do espaço, e assumindo-se a região como parceira determinante no âmbito de domínios que constituem preocupações do presente e contribuição para as próximas gerações”, terminou.

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