É por isso que o Grupo Parlamentar do PPM tem dedicado à gestão da EDA uma atenção muito especial no sentido da empresa não continuar a trilhar o caminho que levou o Grupo SATA às atuais dificuldades

O Grupo Parlamentar do PPM valoriza muito positivamente a alteração da política de distribuição dos dividendos por parte do Grupo EDA


O Grupo EDA tem como acionistas a Região Autónoma dos Açores (50,1 % do capital social), a ESA do Grupo Bensaude (39,7 % do capital social), a EDP (10% do capital social) e os pequenos acionistas que são titulares dos restantes 0,2% do capital social da empresa. A EDP entrou no Grupo EDA em 1999 e a ESA em 2005 (inicialmente com 33,92% do capital social, que adquiriu por 32,7 milhões de euros).


Os dividendos do Grupo EDA, distribuídos entre os anos 2006 e 2019, alcançam os 115,5 milhões de euros. Como acionista maioritário, a Região encaixou, entre 2006 e 2019, algo mais de 58 milhões de euros em dividendos provenientes da EDA.


Nos últimos anos, o anterior Governo Regional socialista forçou, na Assembleia Geral de Acionistas do Grupo EDA, a quase total distribuição pelos acionistas do lucro gerado pela empresa. Em resultado disso, a empresa tem vindo a endividar-se, de forma progressiva, na medida em que tem necessidade de continuar a investir e não pode contar, para isso, com o lucro que gera. Tem de endividar-se.

Para Paulo Estêvão “Até a própria EDP, no exercício referente a 2019, se assustou com a política de distribuição quase total dos dividendos que vinha a ser seguida”.

Na reunião da Assembleia Geral de Acionistas de 2020, a propósito da decisão de distribuir entre os acionistas, na forma de dividendos, a quase totalidade do lucro gerado no exercício de 2019, a EDP frisou que “no entanto, este conjugar de fatores, maior investimento, custos operacionais com pouca margem de redução e uma crise mais acentuada, obrigam a EDA a ser mais contida na gestão do seu endividamento e por isso mesmo, mais contida na distribuição de resultados”. Isto, defendeu a EDP, para permitir à “EDA manter a resiliência das suas contas e enfrentar os desafios que irá ter pela frente”.


Paulo Estêvão acentuou “É preciso ter em conta que, para além da ruinosa decisão de distribuir a quase totalidade dos lucros gerados pela empresa nos últimos anos, o número de trabalhadores contratados pelo Grupo EDA cresceu de forma exponencial nos últimos anos. Assim, nos últimos 4 anos, forma integrados no quadro da empresa cerca de 80 trabalhadores. A este ritmo, sem que se estivesse a aproveitar plenamente os recursos humanos existentes, a empresa estava a incrementar, de forma absolutamente insustentável, as despesas de funcionamento e o respetivo equilíbrio financeiro”.


É por isso que o Grupo Parlamentar do PPM, que tem dedicado à gestão da EDA uma atenção muito especial, no sentido da empresa não continuar a trilhar o caminho que levou o Grupo SATA às atuais dificuldades, valoriza muito positivamente a decisão, defendida pelo Governo Regional na última reunião da Assembleia Geral de Acionistas do Grupo EDA, realizada no dia 30 de abril, no sentido de limitar a distribuição de dividendos ao mínimo legal previsto no Código das Sociedades Comerciais, ou seja 50% do lucro gerado.
Assim, os dividendos distribuídos este ano apenas alcançaram os 7 milhões de euros. O Governo Regional encaixou cerca de 3,5 milhões de euros, sendo o restante distribuído pelos restantes acionistas. O lucro do Grupo EDA foi, no exercício do ano 2020, cerca de 14 milhões de euros.


O Grupo Parlamentar do PPM também valoriza muito positivamente a decisão de limitar a integração de novos trabalhadores no Grupo EDA apenas às reais necessidades da empresa, interrompendo-se assim a entrada em massa de novos trabalhadores na empresa.


O Grupo Parlamentar do PPM espera, agora, que seja possível incrementar o investimento no âmbito da produção de energia elétrica a partir de fontes de energia renovável. Tenha-se em conta que o Relatório e Contas do Grupo EDA, referente ao ano 2019, conclui que “em 2019, a produção de eletricidade da EDA incluiu 38,3% de renováveis/recursos endógenos”.

O PPM AÇORES salienta ” Nesse ano, a produção de energia elétrica, a partir das diversas fontes renováveis, teve, em termos percentuais, a seguinte origem: geotérmica (68,7%), eólica (20,6%) e hídrica (10,6%)”.


O Grupo Parlamentar do PPM espera, assim, que prossigam as políticas e os investimentos que permitam atingir os resultados previstos no Programa do Governo: 65% de produção de energia elétrica a partir de fontes renováveis até 2025.


Estas são as novas políticas que o Governo Regional da coligação PSD/CDS/PPM prometeu implementar na Região e que o Grupo Parlamentar do PPM tem o orgulho de verificar que estão a ser plenamente executadas.

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