Artur Lima adiantou que esta operação urbanística “contará com uma terceira fase”, que se “seguirá nos próximos meses”

O Vice-Presidente do Governo Regional dos Açores, Artur Lima, frisou hoje que o “acesso condigno à habitação é uma das formas mais eficazes de combater a pobreza e criar uma sociedade coesa”, salientado que “garantir um lar digno a cada família” é uma “meta” que deve mover ”todos”.

Artur Lima falava na Praia da Vitória, por ocasião da cerimónia de entrega de 24 habitações do Bairro de Nossa Senhora de Fátima às respetivas famílias.

Na sua intervenção, o governante referiu que “devido à precariedade associada à qualidade construtiva” do bairro em causa, “começou-se a evidenciar a necessidade de uma profunda reconversão urbanística e habitacional”.

“Das empreitadas previstas nesta fase, foram construídas, num primeiro momento, 39 habitações. Na última empreitada, que terminou no presente mês, resultou a construção de 24 habitações que hoje são entregues aos respetivos agregados familiares”, afirmou ainda, realçando que “dessas 24 habitações, 12 são destinadas a inquilinos da Região Autónoma dos Açores, arrendatários no regime de renda apoiada, e 12 são destinadas a proprietários”.

Artur Lima adiantou ainda que esta operação urbanística “contará com uma terceira fase”, que se “seguirá nos próximos meses”.

Nessa fase, prevê-se a construção de mais 67 habitações, de vários equipamentos e espaços verdes de utilização coletiva, num valor de investimento estimado de 7,5 milhões de euros, referiu.

No final da sua intervenção, o Vice-Presidente do Governo deixou uma mensagem de sensibilização aos inquilinos das novas habitações, frisando que “viver num bairro social não pode ser um fator de exclusão social”.

“Qualquer apoio público atribuído exige máxima responsabilidade por parte de quem o usufrui. Neste caso, urge que os inquilinos destas habitações estejam sensibilizados para os cuidados a ter na manutenção do seu novo lar. A cada direito correspondem deveres, que devem ser cumpridos. A responsabilização tem de ser a marca-de-água de um relacionamento entre o poder público e os cidadãos”, concluiu.

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