O PSD e a JSD da Lagoa entendem que é essencial estabelecer prioridades

Lagoa. PSD e JSD questionam autarquia sobre a utilização da Baía de Santa Cruz como zona balnear


 
O PSD e a JSD da Lagoa questionaram publicamente a autarquia sobre as condições de saúde pública e a utilização da Baía de Santa Cruz como eventual zona balnear, manifestando publicamente a sua preocupação com o que consideram ser um problema de saúde pública.
 
Os factos surgiram após a publicação no Diário dos Açores (9 de julho de 2021) de uma notícia sobre a Baia de Santa Cruz e das condições de saúde pública para a sua utilização como eventual zona balnear, mas a JSD/Lagoa “já tinha abordado o assunto, a 25 de junho, em reunião com um dos vereadores, colocando questões relativas ao escoamento de águas residuais e respetivo esgoto que desagua para o mar”, dizem os social democratas.
 
Numa nota de imprensa, referem que a câmara da Lagoa “levou a cabo uma obra numa área muito sensível e com as dificuldades que caracterizam qualquer intervenção na orla costeira. Mesmo sendo prioritária a reabilitação da Baía de Santa Cruz e a sua utilização como zona balnear, essa é uma concretização que já leva muitas décadas de atraso, com sucessivas promessas não cumpridas pela governação autárquica socialista, renovadas pela atual presidente de câmara na campanha eleitoral, em 2017”, dizem.
 
“Trata-se de um atraso inaceitável e que não devia ser resolvido à pressa, com soluções aparentemente improvisadas e tendo apenas como motivação imediata as próximas eleições”, acrescentam.
 
As concelhias do PSD e da JSD consideram que “a bem da transparência, teria sido fundamental que o projeto da intervenção realizado fosse prévia e publicamente conhecido, assim como o seu autor ou o gabinete de arquitetura que o elaborou, o seu prazo de execução e qual o custo total previsível da obra”, explicam.
 
“Afinal, e sem atender às condições de saneamento básico e às suas consequências em matéria de saúde pública, foi apressadamente concluída a intervenção na Baía de Santa Cruz, tendo sido inaugurada no dia 7 de agosto. Porém, no passado dia 15 de agosto, apenas 8 dias depois da sua inauguração, a câmara foi obrigada a encerrar a zona balnear, ainda que sem reconhecer o problema de base, para o qual havia oportunamente sido alertada”, sublinham.
 
O PSD e a JSD da Lagoa entendem que “é essencial estabelecer prioridades, sendo emergente resolver primeiro a situação daquele escoamento de águas residuais, em vez de habilitar no imediato uma zona balnear”.
 
Para os social democratas, “a principal preocupação camarária deverá ser sempre a segurança, o conforto e a qualidade ambiental para os seus munícipes, evitando sempre qualquer situação de negligência e irresponsabilidade, com consequências para a saúde pública”, afirmam.
 
E concluem que “as motivações eleitoralistas da câmara municipal foram desmascaradas pela realidade, mas o seu custo, mais uma vez, será suportado pelos lagoenses”.
 

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