Para o Presidente da Câmara Municipal “iniciativas como esta, que a nossa autarquia acolheu desde a primeira hora, contribuem para a afirmação cultural do concelho e dos Açores”

Pedro Nascimento Cabral defende que Arquipélago de Escritores deve servir para despertar novas consciências para a criação literária

O Presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada, Pedro Nascimento Cabral, defendeu hoje que o Arquipélago de Escritores, que vai já na sua IV edição, deve “olhar para as gerações mais novas e despertar consciências com vista à criação de novas obras literárias”.


O edil, que falava na sessão de abertura da IV edição do Arquipélago de Escritores, no Salão Nobre da Câmara Municipal, sublinhou que a autarquia, com esta iniciativa, quer “manter o sinal de que a cultura não é algo que está na estratosfera. Existe e pratica-se todos os dias”.


“É imperativo ético e cultura, para a Câmara Municipal, continuar a apoiar o Arquipélago de Escritores, que não esquece a nossa condição geográfica e arquipelágica, que é o que nos distingue como povo” – adiantou
Para o Presidente da Câmara Municipal, “iniciativas como esta, que a nossa autarquia acolheu desde a primeira hora, contribuem para a afirmação cultural do concelho e dos Açores, da açorianidade e do contributo ilhéu e universalista dos autores açorianos para a promoção e valorização da Língua Portuguesa e da lusofonia”.


Ao escritor Nuno Costa Santos, diretor do encontro, deixou uma palavra de apreço e de reconhecimento pela criatividade e empenho na continuidade deste projeto que “mostra os vultos literários que os Açores deram ao mundo e homenageia os que marcaram o retrato literário dos Açores”.


Entretanto, Nuno Costa Santos, afirmou que o Arquipélago de Escritores mantém a sua vocação para reforçar a realidade e a convicção de que os Açores são um lugar de autores de excelência e de reunião de literaturas diversas e para promover mesas sobre temas que os livros suscitam.


Todavia, referiu ser necessário favorecer a aproximação entre escritores e leitores.
O escritor Urbano Bettencourt foi o orador convidado para falar sobre o homenageado desta edição do Arquipélago de Escritores, o poeta faialense Mário Machado Fraião, tendo considerado esta como “uma homenagem justa a um poeta que sempre circulou na escuridão da poesia publicada nos Açores”.

Partilha de escritas e de conversas

Arquipélago de Escritores é um encontro literário que vai juntar, até domingo, autores de diferentes proveniências em solo açoriano, reafirmando os Açores como lugar de partilha de escritas, de conversas entre autores e leitores e de diálogo entre a literatura e outras artes.


Pela primeira vez, o encontro acontece em duas ilhas, em sítios diversos – de bibliotecas a cafés, passando por museus, restaurantes e hotéis -, com programações de igual dimensão, procurando aprofundar a sua vocação para unir os açorianos de todos os lugares em torno dos livros, pretextos adequados para se pensar o mundo.


A iniciativa promovida pela Câmara Municipal, com direção de Nuno Costa Santos, coordenação da Alga Viva Produções e apoio da Direção Regional da Cultura e da FLAD, é constituída por uma vasta programação, que integra conversas com o escritor americano Salvatore Scibona e com autores portugueses como Bruno Vieira Amaral, Isabel Lucas, João Pedro Porto e Inês Fonseca Santos e ainda um concerto dos micaelenses The Quiet Bottom.


Em exibição estará o filme “Poesia Sem Fim”, do chileno-francês Alejandro Jodorowsky, e será lançado nacional do romance “O Pirata das Flores”, de Tiago Salazar, com base nas aventuras corsárias do florentino António de Freitas, um açoriano que, no século XIX, depois de ter feito fortuna em Macau, voltou para a sua ilha, onde se fez benemérito e onde está, hoje, dignamente sepultado.


O Arquipélago de Escritores levará, pela primeira vez, um programa completo à ilha Terceira, entre 2 e 5 de dezembro, pela mão da Alga Viva Produções e com apoio da Direção Regional da Cultura e da FLAD.


Podem ainda ser destacados diferentes momentos, como uma celebração da Angra literária, feita por Álamo Oliveira, Luísa Ribeiro, Urbano Bettencourt e Joel Neto, uma entrevista à autora americana de raízes açorianas Katherine Vaz e uma leitura de poemas feita na Oficina d’Angra – Casa do Sal por Matilde Campilho.


Haverá, entretanto, um curso de escrita com Pedro Almeida Maia, uma conversa numa despensa do Espírito Santo, outra sobre “viajantes nos Açores”, com Jorge Forjaz, Maria das Mercês Pacheco e Miguel Moniz, e uma entrevista com Anabela Mota Ribeiro, a propósito do lançamento do livro “Os Filhos da Madrugada”, criado a partir de olhares sobre a vida e o país de um conjunto de pessoas que, nascidas depois do 25 de Abril, se afirmam em diferentes áreas.

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