“Este Governo está ao lado das pessoas, do Povo, e é dele que espera o seu julgamento” diz José Manuel Bolieiro

O Presidente do Governo Regional dos Açores, José Manuel Bolieiro, considerou na quarta-feira, quando se assinalou um ano da tomada de posse do Executivo, que este “está ao lado das pessoas, do Povo, e é dele que espera o seu julgamento”.

“Faz hoje precisamente um ano que o XIII Governo dos Açores tomou posse. Um ano que passou demasiado rápido, mas que ao mesmo tempo nos faz sentir, dados os inúmeros problemas enfrentados e solucionados, que já passaram mais anos. Não podemos, no entanto, parar para festejar, pois as tarefas são imensas e a expectativa do Povo depositada em nós é ainda maior”, disse o Presidente do Governo.

José Manuel Bolieiro falava na Assembleia Legislativa Regional, na Horta, no debate em torno das propostas de Plano e Orçamento para 2022.

O Presidente do Governo declarou apreciar a estabilidade, mas disse não temer o “poder soberano do povo”, acrescentando, todavia, que o XIII Governo dos Açores “contou com apoio parlamentar maioritário para inovar e resolver problemas”.

“A oposição esteve simplesmente contra. Neste debate, o Partido Socialista demonstrou que ainda não fez o luto da perda do seu poder. Parece não ter o seu presente resolvido, e assim tem o seu futuro cheio de incertezas”, considerou.

O “foco” da governação tem de continuar a ser, prosseguiu o governante, a procura de “uma Região mais coesa, social e territorialmente”, o combate à pobreza e a elevação dos Açores “para os melhores índices de desenvolvimento e de qualidade de vida”.

“Às vezes é necessário acrescentar paciência democrática. Claro que sim. Não nos arrogamos de tudo saber e temos sempre a oportunidade de receber boas aportações dos nossos parceiros. É assim que encaramos o exercício de governação. É o meu perfil e dele não me desviarei”, vincou.

O Governo dos Açores, prosseguiu José Manuel Bolieiro, “não foi, não é, nem nunca será insensível ao povo, aos agentes políticos e às estruturas representativas da sociedade civil e dos parceiros sociais”.

“Não só por isto, mas também por isto, acreditamos ter melhorado os documentos aqui apresentados. É unânime: a proposta final é muito diferente, para melhor, em relação à anteproposta”, defendeu, a propósito do Plano e Orçamento para o próximo ano.

E prosseguiu: “Todas estas alterações obedeceram a um princípio basilar para nós, que constitui mesmo uma linha vermelha: as contas certas. Não faremos a ninguém, o que nos fizeram ou deixaram. Não hipotecaremos o futuro de gerações de jovens Açorianos deixando-lhes uma enorme dívida, uma herança negativa”.

O Plano e Orçamento vai, para o Presidente do Governo, ao encontro das necessidades atuais e permite “traçar uma trajetória de investimento e crescimento económicos que tem por objetivo, ainda durante a atual legislatura, dispensar o recurso ao endividamento”.

“A redução fiscal preconizada por este Governo, prova que estamos no caminho certo. A redução do IVA ainda em 2021 e o IRS já a partir de janeiro de 2022 com a aplicação das tabelas de retenção, demonstra claramente a mudança de paradigma. Este dinheiro é dos Açorianos. Não é do Governo. Por isso preferimos que sejam os Açorianos a decidir o que querem fazer com o seu próprio dinheiro, em vez de termos um governo usurpador com uma mão e a atribuir com a outra subsídios e apoios para a política da mão estendida. Não contem connosco para isto”, acrescentou.

Depois de elencar algumas prioridades de cada uma das áreas governativas, o Presidente do Governo lamentou que, nos três dias de debate, a oposição não tenha apresentado propostas e ideias sobre o que faria de diferente para o próximo ano.

“Quando ainda antes da discussão já se anuncia o voto contra, penso que está claro que temos uma oposição pouco construtiva. Sente-se outra liberdade nos Açores. As pessoas sentem-se mais livres para poderem criticar, sugerir, avaliar. E isto é também uma conquista desta solução governativa. Só temos pena de termos perdido esta riqueza de diversidade de opiniões durante mais de duas décadas”, defendeu.

No final, foi perentório: “cada dia que passa temos mais confiança no reconhecimento do Povo do nosso esforço. Queremos estabilidade política. Devemos isso ao Povo Açoriano”.

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