O diretor-geral não se esquivou à questão deixando claramente em aberto a possibilidade de vir a ser dada resposta positiva a uma das aspirações de Portugal e dos Açores nesta área

O Diretor da Agência Espacial Europeia promete “continuar a apoiar” o desenvolvimento do setor espacial nos Açores e refere lançamento de foguetões, em resposta a pergunta de eurodeputada do PSD Maria da Graça Carvalho

O diretor-executivo da Agência Espacial Europeia (ESA), Josef Aschbacher, garantiu esta semana, em resposta a questões colocadas pela eurodeputada do PSD Maria da Graça Carvalho, que este organismo “está a trabalhar de forma muito próxima” com as autoridades portuguesas nos seus projetos, prometendo “continuar a apoiá-los nos próximos meses e na conferência prevista para o final do ano”. Durante uma audição na Comissão da Indústria, Investigação e Energia (ITRE), Maria da Graça Carvalho referiu a Estratégia dos Açores para o Espaço, a qual contempla, entre muitas outras iniciativas, a construção do futuro porto espacial na Ilha de Santa Maria, defendendo que “o governo regional é um grande defensor das atividades espaciais nos Açores, porque estes têm de facto condições excecionais” para as atividades desta indústria. Por isso, pediu a Aschbacher para esclarecer, de forma concreta, “como é que a ESA vai apoiar essas ações”. O diretor-geral não se esquivou à questão, deixando claramente em aberto a possibilidade de vir a ser dada resposta positiva a uma das aspirações de Portugal e dos Açores nesta área: Temos um programa na nossa diretoria para lançamentos, em que temos desenvolvimento de tecnologia para foguetões, e estou bem ciente das atividades do Porto da Ilha de Santa Maria”, referiu. Num outro ponto, suscitado em nome do grupo do Partido Popular Europeu, do qual é vice-coordenadora na ITRE, a eurodeputada portuguesa referiu o facto de “o mercado espacial europeu ainda ser muito baseado em grandes companhias, que ganham os grandes contratos públicos. Ainda não conseguimos romper com essa tradição, para assegurar que as PME e as empresas inovadoras entrem nesse mercado, referiu. Por isso, quis saber em que medida a ESA pretende contrariar essa tendência. Nomeadamente no sentido de as envolver no conjunto de prioridades do setor espacial europeu – em matérias como o contributo do setor para o futuro verde, a resposta rápida a crises e a proteção dos ativos espaciais europeus, as quais foram aprovadas no recente Manifesto de Matosinhos, numa reunião realizada em Portugal. O diretor-executivo da ESA admitiu que a eurodeputada tinha “razão”, nessa chamada de atenção. Para Aschbacher, as PME e as start-ups inovadoras são muito dinâmicas, enérgicas, em muitos casos alcançando resultados muito concretos em termos do espaço”. Por isso mesmo, garantiu que colocou esse tema na agenda “desde o seu primeiro dia como diretor-executivo”, revelando que estão atualmente a ser lançadas uma serie de iniciativas com os Estados-Membros. Ainda assim admitiu que é preciso fazer muito mais, e que a Europa está a ficar para trás, nomeadamente em comparação com os Estados Unidos”.

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