Joaquim Machado salientou o resultado eleitoral de 2020, “trouxe ao PSD a grande responsabilidade de governar os Açores”, quebrando um ciclo longo de péssimas políticas socialistas

Joaquim Machado disse esta sexta-feira que a Região tem de recuperar “das muitas oportunidades perdidas pela governação socialista”, numa herança “que nos deixou com os piores indicadores sociais da União Europeia (UE)”.

O social-democrata falava na sessão de abertura do IX Congresso Regional dos TSD/Açores, na Praia da Vitória, tendo frisado que, nos últimos 24 anos, “não fomos capazes de aproveitar os fundos comunitários para tirar os Açores dessa realidade”, sendo urgente “promover a convergência económica com a média comunitária”, adiantou.
 
“Nos últimos 15 anos, a Região recebeu 500 mil euros por dia da UE, mas falharam as opções e estratégias, e os resultados estão à vista de todos”, atalhou, sublinhando que “não foi suficiente para deixarmos de ser os mais pobres da Europa, com a maior taxa de abandono precoce de educação e formação, registar os níveis mais elevados do país no consumo de estupefacientes ou de gravidez na adolescência, a maior incidência de beneficiários do rendimento social de inserção, e assim por diante”.
 
Mas o resultado eleitoral de 2020, “trouxe ao PSD a grande responsabilidade de governar os Açores”, quebrando um ciclo longo de políticas socialistas “muitas vezes errantes, desajustadas das reais necessidades dos açorianos, com graves resultados sociais e económicos e impacto negativo na vida das novas gerações”, lembrou Joaquim Machado.
 
Que destacou “o muito que já foi feito, na área laboral, pelo atual governo açoriano – do PSD, CDS-PP e PPM -”, como “o fim da precariedade do pessoal docente, a regularização das carreiras dos enfermeiros e técnicos de diagnóstico e terapêutica, ou a redução de trabalhadores dos programas ocupacionais em funções que correspondem a necessidades permanentes”.
 
E referiu igualmente “a diminuição do IRS, que só agora se faz sentir, ou do IVA, que se traduzem em mais rendimento disponível para os trabalhadores. Assim como a atualização da remuneração complementar em dois anos consecutivos, e dos complementos de pensão e reforma”, elencou.
 
Joaquim Machado falou de “uma prática política de grande pendor social, prova evidente de que estamos ao lado dos trabalhadores, dos reformados, daqueles que mais necessitam das ajudas públicas. Numa palavra, de verdadeira solidariedade social”.

Abriu igualmente um parêntesis para dizer que “a taxa de desemprego registada nos Açores em 2021, de 7,2%, sendo a terceira mais alta do país, é inferior à verificada em 2019, antes da pandemia e dos inerentes constrangimentos económicos que todos sentimos. É ainda o segundo valor mais baixo desde 2010”, explicou.
 
Joaquim Machado alertou ainda para “a dívida da Região, deixada pelos socialistas, que é o que se sabe mais o que não se sabia e que o Governo da Coligação vai descobrindo a cada dia que passa, mesmo passados 15 meses sobre o início de funções”.
 
“São centenas de milhões na SATA, mais ainda na SAUDAÇOR, também na SINAGA, na Santa Catarina, um nunca mais acabar”, referiu.
 
E apontou que o Programa Operacional Açores 2020-30 “pode ser a derradeira oportunidade”, sendo que “a educação e a formação deverão ser apostas sérias, consequentes, bem-sucedidas, parafazer crescer o PIB regional, a produtividade e a competitividade das nossas empresas”.
 
A concluir, Joaquim Machado reiterou que, dentro do partido, “os TSD/Açores continuarão a ser uma voz autónoma, defensora dos trabalhadores e do movimento sindical”, e certamente “apoiante da solução governativa não socialista que os eleitores exprimiram em outubro de 2020. Sugerindo alternativas e construindo soluções”.
 
“Os Açores não podem voltar atrás. Nem perder mais tempo. É chegada a hora do progresso. Também de mais emprego, com dignidade. Os açorianos merecem”, disse ainda.
 
O IX Congresso Regional dos TSD/Açores prossegue este sábado, com a eleição dos órgãos regionais e a sessão de encerramento às 17h00, com a presença do Secretário-Geral dos TSD, Pedro Roque, e do Presidente do PSD/Açores, José Manuel Bolieiro.

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