“O papel do Governo e da Proteção Civil é o de prevenir qualquer evento perturbador e é isso que estamos a fazer”, asseverou o governante

O Secretário Regional da Saúde e Desporto, Clélio Meneses, revelou na ilha Terceira, que está em curso a deslocação de equipamentos e equipas de socorro para a ilha de São Jorge, no âmbito do Plano de Prevenção Regional, decorrente da crise sísmica naquela ilha. 

Após reunião com o Serviço Regional de Proteção Civil, em Angra do Heroísmo, Clélio Meneses avançou que já está em curso uma operação que envolve a intervenção de diversas entidades, “desde a proteção civil às forças armadas, passando pelas corporações de bombeiros de outras ilhas, pelos serviços locais e municipais de Proteção Civil de ambos os concelhos de São Jorge, também com a colaboração da Direção Regional da Saúde”. 

“O papel do Governo e da Proteção Civil é o de prevenir qualquer evento perturbador e é isso que estamos a fazer”, asseverou o governante.

O titular da pasta da Proteção Civil anunciou ainda que “os doentes internados no Centro de Saúde de Velas vão ser evacuados para a Calheta”, acrescentando que os doentes com mobilidade afetada vão ser também “identificados, de forma a serem protegidos”, durante operação a desenvolver em cooperação com as câmaras municipais. 

Na ocasião, o Secretário Regional da Saúde e Desporto revelou ainda, esta tarde, que seguiram para São Jorge diversos “equipamentos, dos quais um reboque multi-vítimas, um equipamento de busca e intervenção em estruturas colapsadas, câmaras de busca e equipamentos de estabilização”.

“Estamos em contato com a Atlânticoline em caso de necessidade de evacuação de pessoas, por via marítima, e também foram contactadas as forças armadas”, adiantou ainda.

“Na resposta ao nível de evacuações e cuidados de saúde, “não vamos ser negligentes na ação”, defendeu. 

Clélio Meneses clarificou igualmente que a crise sísmica em curso, na ilha de São Jorge, “não revelou qualquer evidência de atividade vulcânica e que todas as ocorrências têm origem tectónica, mas pelo histórico e pela localização dos epicentros ela poderá mesmo ocorrer”. 

Neste sentido, o governante desaconselhou as viagens para São Jorge e solicitou que tudo o que possa ser adiado para outra altura, desde viagens de desporto e outras atividades, deve ser adiado, desaconselhando a deslocação de pessoas para efeitos que não sejam estritamente necessários. 

“Havendo algum evento, com impacto maior, são mais pessoas para serem retiradas”, sublinhou.

Por fim, o responsável pela pasta da Saúde e Desporto garantiu que irá haver comunicação regular com a população sobre a situação que se vive naquela ilha. 

“Estamos a comunicar o que sabemos, não estamos a esconder nada, estamos a acompanhar a situação ao minuto e a preparar-nos para dar uma resposta pronta e informaremos as pessoas”, concretizou o governante. 

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